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Irlanda põe um travão ao Airbnb

A Irlanda também definiu uma data para restringir o Airbnb nas principais cidades do país. Em junho, as novas restrições aprovadas pelo governo irlandês limitarão a capacidade dos proprietários de alugar as suas casas em plataformas como a Airbnb. 

Mesmo assim, os proprietários poderão continuar a anunciar as casas e apartamentos à medida que aumentar a procura, como informou a plataforma. 

As novas regras, propostas pelo Ministério da Habitação da Irlanda, proíbem os proprietários de alugar propriedades por mais de 14 dias consecutivos e não mais do que 90 dias por ano. Além disso, os inquilinos terão que se registar na câmara municipal da área e fornecer informações sobre quantos dias o espaço foi alugado. 

Por sua vez, os proprietários que desejam alugar suas casas neste tipo de economia colaborativa por mais tempo terão que obter uma autorização especial para registá-los como uso comercial, mas os municípios em zonas de muita procura por habitações de longa permanência podem negar a permissão. 

De acordo com o Ministério da Habitação, os imóveis e os investidores não receberão essas licenças e portanto, não as podem disponibilizar para plataformas como o Airbnb. De acordo com a AirDNA, o serviço de rastreamento de andares turísticos da Airbnb, a quantidade de casas irlandesas anunciadas para aluguel de turistas aumentou consideravelmente no último ano. Por exemplo, em Galway, Dublin, Cork, Limerick e Waterford, o número de residências disponíveis em dezembro passado foi de 5.855, mais 1.015 a do que um ano antes (+ 20%). 

Os preços também estão a disparar nessas cidades. Em Dublin, o preço médio do aluguel para turistas é de 143 euros por dia, comparado aos 127 euros que custava à um ano atrás. 

 

Amesterdão restringe um pouco mais 

Esses tipos de restrições não são novidade para o Airbnb, que vê como os conselhos municipais e os governos nacionais estão a restringir a liberdade de locação para turistas. Em setembro do ano passado, o Conselho da Cidade de Edimburgo solicitou uma licença que limitava os alugueres no Airbnb a 45 diárias por ano, além de cobrar um imposto de uma libra por turista e noite.

Em Amesterdão, propuseram proibir as plataformas de aluguer de férias de estarem presentes nos três bairros mais gentrificados e saturados do centro da cidade. Acima de tudo, porque os moradores locais consideram impossível viver e alugar casas nessas áreas. 

A proposta que era de 60 dias, a partir de 1º de janeiro deste ano foi reduzido para 30 dias por ano e com um máximo de quatro pessoas por domicílio. Mesmo assim, apesar dessa restrição, as reservas em Amesterdão pelo Airbnb cresceram 8% no ano passado. Ou seja, cresce menos do que no inicio, mas continua a crescer

E vitória em Nova York 

Mas nem tudo é má notícia para o Airbnb. Um juiz dos EUA decidiu bloquear temporariamente a aplicação de uma lei aprovada pela câmara municipal de Nova York para parar as empresas de locação de turismo e exigir a entrega de informações sobre hóspedes, clientes e residências. 

O juiz Paul A. Engelmayer, do Tribunal Federal do Sul de Nova York, considera que o gabinete da presidência da câmara não pode exigir os dados sobre as casas alugadas, bem como as identidades e residência dos inquilinos. Portanto, a lei não entrará em vigor até que o litígio termine, de acordo com o juiz, que acredita que o assunto será resolvido em breve.

 

Helder Lemos

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