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TecnoHotel | Domingo, 22 Setembro, 2019

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Hacktivismo é uma ameaça para as empresas

Hacktivismo é uma ameaça para as empresas

O hacktivismo tem vindo a aumentar durante os primeiros seis meses do ano. O conceito de hacktivismo alude ao uso de ferramentas ou meios digitais para reivindicação política ou social

O relatório “Threat Landscape Report”, recentemente publicado pela S21Sec, conclui que, durante o primeiro semestre de 2019, observou-se uma maior atividade hacktivista.

Foram quatro as campanhas de hacktivismo mais intensas durante este período: #OpCatalonia, #OpNicaragua, #OpSudam e #FreeAssange e, por conseguinte, as que mais estão a ser monitorizadas pelos especialistas em cibersegurança para prevenir qualquer indício de atividade maliciosa.

“É cada vez mais importante realizar uma monitorização contínua das operações hacktivistas que ocorrem em todo o mundo para detetar e prevenir potenciais ataques ou ameaças à segurança coletiva por parte destes grupos”, destaca Sonia Fernández, Team Leader de Digital Surveillance da S21sec. “Estas quatro campanhas destacam-se pela sua constante presença, assim como pelo seu extraordinário uso de meios e ferramentas digitais muito diversas, como instrumentos para continuar as suas reivindicações, pelo que é necessário dar-lhes um seguimento exaustivo”.

De acordo com os peritos, o hacktivismo é um movimento descentralizado, mas que se situa num nível muito elevado de risco para a cibersegurança, devido ao mediatismo da sua atividade e à criticidade e impacto que pode ter para cidadãos e governos.

Consoante a sua natureza e grau de organização, o hacktivismo pode ser classificado em grupos hacktivistas, que atuam a nível global, como os Anonymous, ou o grupo Pryzraky e os Ghost Squad Hackers; em grupos de ativismo digital, entre os quais se encontram os grupos organizados e os utilizadores anónimos, que levam a cabo ações concretas contra alvos específicos, juntando-se por vezes a alguma causa hacktivista, com recurso a meios digitais.

“O fenómeno do hacktivismo tornou-se numa ameaça latente nos dias de hoje”, sublinha Sonia Fernández. “A sua maior participação em operações cibernéticas, a facilidade de os atores atacantes realizarem ações maliciosas ou a maior conectividade entre os dispositivos e sistemas informáticos localizados nos alvos dos mesmos “são razões de peso para nunca baixar a guarda perante o impacto para a cibersegurança global que a atividade destes grupos pode significar”.

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