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TecnoHotel | Quinta-feira, 6 Agosto, 2020

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Minsait aposta no suporte ao turismo

Minsait aposta no suporte ao turismo

Tendo em conta as medidas anunciadas pela DGS, a Minsait apresenta ao setor do Turismo uma nova abordagem tecnológica com base na capacidade de resposta às novas necessidades dos turistas, maior visibilidade na rede e adaptação imediata às novas circunstâncias

O setor do Turismo está a ser um dos mais afetados com a pandemia do coronavírus. É por este motivo que a Minsait, uma companhia da Indra, aposta no reforço da digitalização e dos canais digitais e do e-commerce no setor do turismo, de forma a incentivar a atividade hoteleira e fortalecer a relação com o cliente, para além de responder, de forma mais ágil e eficiente, às necessidades e requisitos que possam surgir por parte turistas.

Registos digitais do check-in e check-out de hotéis; aquisição de serviços auxiliares e excursões virtuais; alterações, cancelamentos e prolongamentos de datas e tipo de ingressos ou quartos; reservas de táxi/TVDE, avião, hotéis e excursões à distância de um click; envio de faturas digitais nos alojamentos, etc. Estes são apenas alguns exemplos de como as operações serão cada vez mais automatizadas, ao mesmo tempo que se reforçarão as medidas de segurança. Dar-se-á prioridade ao controlo automático da documentação do visitante, aplicar-se-ão novas fórmulas para medir a sua temperatura nas entradas de hotéis e aviões, e existirão novos acessos que, com recurso à tecnologia, permitirão o reconhecimento dos turistas, em condições seguras.

A Minsait prevê uma maior integração do mercado, com players que atuavam anteriormente numa única área (transportes, alojamento, venda ou distribuição) e que agora ampliarão a sua atividade para poder oferecer serviços mais completos e à medida dos viajantes. Assistiremos às cadeias de hotéis a promover venda de quartos, em simultâneo com a venda de passagens aéreas para todos os cantos do mundo, por exemplo.

 

Impulsionar a atividade e estar mais perto do cliente

O contexto atual, marcado pela utilização massiva de canais digitais, está a motivar novas tendências de consumo e a amadurecer o comportamento digital de todos os públicos. Uma evolução nos hábitos que exige o reposicionamento do turismo, em que as empresas devem reforçar os canais digitais, com novas soluções tecnológicas e de design que lhes permitam dar resposta às tendências atuais do consumo digital, tanto provenientes dos clientes nativos digitais, como daqueles que se readaptaram.

Segundo todas as estatísticas, os turistas vão preferir o turismo nacional, pelo que será mais importante do mais que nunca, proporcionar uma experiência positiva. Ao mesmo tempo, será necessário incrementar a ligação com o turista, satisfazendo as suas necessidades e expectativas, de modo a que este se torne uma fonte de recomendação para outros.

Com o COVID-19 o contexto psicológico do consumidor mudou e consequentemente, o seu comportamento. É necessário, segundo a Minsait, enfrentar, a curto prazo, uma série de desafios que permitam regressar aos níveis de rentabilidade, após o levantamento das restrições. A Minsait defende uma estratégia com base em três premissas básicas: empatia e resposta aos turistas; maior visibilidade para manter a presença e posicionamento da marca na mente dos clientes; e uma adaptação imediata, pois num contexto de mudança, é necessário ter sistemas que permitam às indústrias do setor alinharem-se rapidamente aos novos cenários.

 

Uma nova realidade 

A Comissão Europeia pediu aos Estados Membros para levantarem as restrições a viagens dentro da União Europeia, de forma a retomar o Turismo no continente. O setor do Turismo tem um peso de cerca de 10% no PIB europeu e está ligado direta e indiretamente a 27 milhões de empregos, setor importantíssimo também para Portugal, onde as receitas turísticas registam um contributo de 8,7% no PIB nacional. Embora o turismo tenha sido um dos setores mais afetado pela pandemia do coronavírus, com o levantamento das restrições, espera-se um regresso gradual da atividade, o que, no entanto, exige uma adaptação em tempo record face à situação gerada pelo coronavírus.

De acordo com a Minsait, no primeiro verão pós-COVID19, o turista vai exigir maiores medidas de segurança e higiene, enquanto que as empresas hoteleiras e companhias aéreas deverão procurar aumentar o ticket médio nos próprios estabelecimentos. Além disso, é provável que as novas reservas sejam oriundas de recomendações que construam a confiança com o cliente. Os novos turistas vão exigir maior flexibilidade e transparência nas vendas e reservas, assim como realizarão procuras mais exaustivas de tarifas e comparação de preços e, possivelmente, solicitarão maiores facilidades de pagamento.

A app Smart Camiño, já disponível mesmo antes da pandemia, é um exemplo. A solução consiste numa plataforma digital com aplicações que os turistas podem baixar para o próprio smartphone de modo a obter orientações e informações turísticas de forma ágil e eficiente. A plataforma está em funcionar na Galiza (Espanha) e conta com um aumento de 68,5% em consultas a respeito dos destinos da cidade por parte de visitantes. Ao todo, já foram registadas mais de 300 mil visitas nos sites relacionados à cidade, feitas principalmente por turistas da Portugal, Itália, Alemanha, Franca, Estados Unidos da América, Argentina e México.

 

A adaptação a estes novos requisitos passa por simplificar os processos de reserva e registo, flexibilizar as políticas de cancelamento e de preços, de forma a transmitir segurança aos clientes. No entanto, é necessário enriquecer a oferta, apresentar promoções na web, reforçar os serviços auxiliares e dar uma proposta de serviços de acordo com o cenário atual, tanto em termos de segurança como na aplicação das medidas sanitárias. Mas sem que isso prejudique de forma alguma o prazer do viajante que, hoje mais do que nunca, merece uma experiência única e uma atenção que aumente a sua confiança, para poder desfrutar ao máximo o seu tempo de lazer.

 

 Fonte: www.smartplanet.pt