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TecnoHotel | Terça-feira, 30 Novembro, 2021

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DECORHOTEL 2021: “O próximo desafio será a internacionalização”

DECORHOTEL 2021: “O próximo desafio será a internacionalização”

A DECORHOTEL regressou à FIL e contou com mais de nove mil visitantes, 200 empresas expositoras e 300 marcas ao longo dos três dias de evento.  O futuro do projeto passa por abrir portas à internacionalização.

A quarta edição da DECORHOTEL realizou a sua primeira edição pós-pandemia na Feira Internacional de Lisboa (FIL), durante os dias 21, 22 e 23 de outubro.

No decorrer deste que é um evento já bastante conceituado no mercado hoteleiro foram várias as marcas e expositores que marcaram presença, fazendo assim com que a DECORHOTEL se voltasse a afirmar como o ponto de encontro mais eficaz para empresários do setor lançarem as suas novidades para um futuro próspero nas suas áreas de ação.

O último dia da exposição teve como programação o RoundTable Hosted by ROOMRACCOON, intitulado ‘#CovidChange – what’s next?’ que abordou os desafios no setor da hotelaria no pós-pandemia e ainda a cerimónia final do concurso DECORHOTEL Design Awards 2021.

José Frazão, promotor da DECORHOTEL faz um balanço bastante positivo dos três dias do evento. “Creio que é oportuno e essencial referir que a última edição da DECORHOTEL revelou-se uma agradável surpresa tanto para a EXPOSALÃO como promotora, quer para as empresas expositoras. Uma vez mais, os responsáveis do mercado confiaram na reputação da DECORHOTEL para mostrarem as suas propostas ao mercado, acreditando desde o primeiro minuto que este era o espaço certo para o fazerem”.

 

“Os expositores receberam o evento de braços abertos, sem se focarem nos impedimentos, mas com vista à concretização de negócios, mostrando-nos que a DECORHOTEL continua a ser uma oportunidade privilegiada para promover contactos entre todos os profissionais, um espaço que promove um encontro entre oferta e procura”.

Um dos pontos fortes da quarta edição da DECORHOTEL foi a visita da Secretária de Estado do Turismo Rita Marques que se mostrou otimista quanto ao futuro, agradecendo ainda por tudo aquilo que os empresários do setor do turismo têm feito nestes últimos 20 meses de inatividade do setor.

 

“Portugal não desistiu. Quero naturalmente dar-vos algum alento para continuar esta nossa caminhada em que acreditamos que Portugal sairá na frente. Temos já bons sinais de que pode ser uma realidade. Queremos, ambicionamos e merecemos os números de 2019 no que ao setor do turismo diz respeito. Esperamos em 2023 poder concretizá-los. Nessa perspetiva lançamos neste período de pandemia várias iniciativas que mostram bem um compromisso público, mas também privado”.

 

Durante os dias 21, 22 e 23 de outubro o Pavilhão 3 da FIL recebeu mais de nove mil visitantes, 200 empresas expositoras e ainda 300 marcas.

 

“A nível de números, esta foi uma edição surpreendente também nesse sentido. Contas feitas passaram pela FIL mais de nove mil visitantes. É um número importante se olharmos para aquilo que foi o setor do turismo nos últimos 20 meses. Quero acreditar que a DECORHOTEL em Lisboa foi de alguma forma o pontapé de saída para a revitalização do setor que já está em curso”.

 

Quando questionado sobre expetativas para o futuro, José Frazão garante que “o próximo desafio será a internacionalização. É o grande objetivo e é o nosso foco neste momento. Todos os passos que estamos a dar agora estão a ser medidos minuciosamente para o resultado que queremos atingir num curto espaço de tempo. O novo programa lançado pelo Governo abriu a possibilidade de internacionalização à DECORHOTEL e agora já não a deixamos fugir. Vamos trabalhar arduamente para conquistar os grandes players do mercado internacional e convidá-los a marcar presença na nossa exposição. Queremos levar a marca de Portugal ao mundo e acredito que temos todas as ferramentas para fazê-lo. Este é um ponto de viragem também para os nossos expositores que querem dar o salto. Estamos todos unidos neste desafio e vamos agarrá-lo.

 

 “Queremos levar a marca de Portugal ao mundo e acredito que temos todas as ferramentas para fazê-lo”.

 

O Futuro do Turismo

 Cristina Siza Vieira, VP Executiva da AHP relembra a massagem passada por António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas no Dia Mundial do Turismo.

 

“É hora de repensar, transformar e reiniciar o turismo e a sua segurança. O setor do turismo pode proporcionar empregos dignos, ajudando a construir economias e sociedades resilientes, sustentáveis e com igualdade de género. Isto significa uma ação direcionada, mas também um investimento”.

 

Na sua perspetiva, é claro que o turismo e as viagens vão ser retomados com toda a força, uma vez que a repressão sanitária nas viagens só fez com que esta vontade aumentasse.

 

Posto isto, a questão é se é possível voltar ao ponto em que Portugal se encontrava antes de 2019 ou se algo vai mudar.

 

“É necessário repensar, transformar ou apenas afinar modelos?”, pergunta Cristina Siza Vieira. “Há várias tendências para o futuro e por enquanto é bastante prematuro tentar adivinhar quais delas se vão consolidar”.

 

Ainda assim, a VP Executiva da AHP acredita que existem duas tendências que acabaram por se acentuar com a pandemia: a sustentabilidade e a digitalização.

 

Sobre a digitalização, acredita não haver grandes dúvidas, dado que a sua aceitação ficou marcada por processos de automação, pagamento sem contato, investimento em experiências virtuais, disponibilização de partilha de informação em tempo real, entre outras.

 

Já sobre a sustentabilidade, Cristina Siza Vieira acredita que este “é um tema que está na agenda de todos. Todas as instâncias, quer sejam nacionais ou europeias, corporativas, empresariais e cada vez mais até na nossa agenda pessoal. A sua concretização e planos de ação apenas têm distintas matrizes e objetivos”.

 

O setor do turismo representa 8% do total das emissões de carbono no mundo. “Tenho para mim, que é realmente preciso entrar nos detalhes para se poder concluir que é possível tornar o turismo mais sustentável e não apenas urgente. É preciso perceber que parte das emissões é devida a cada uma das componentes do ecossistema do turismo”.

 

“Não há nenhuma solução mágica, simples e única. O turismo tem um papel fundamental de formar a nossa economia e as nossas sociedades, mas as medidas têm de ser coordenadas e bastantes ponderadas”.