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AHP: “Portugal não se pode dar ao luxo de perder clientes”

Durante a tomada de posse da nova direção da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, o novo presidente, enfatizou que o turismo nacional e o seu tecido empresarial contam com limitações que poderão condicionar o seu contributo para um crescimento da economia nacional.

27-04-2022 . Por TecnoHotel Portugal

AHP: “Portugal não se pode dar ao luxo de perder clientes”

“Ainda há dias ouvi o nosso ministro das Finanças na apresentação do Orçamento de Estado a dizer que prevê um crescimento de 4,9% para este ano na nossa economia, ancorado em quem?“, questiona o responsável. Para Bernardo Trindade, olhando na vertente da procura, os aeroportos nacionais apresentam limitações a vários níveis. Em primeiro lugar, o responsável destacou a problemática situação do SEF no Aeroporto de Lisboa, em concreto nas entradas de turistas dos mercados americano, brasileiro e africano, “que têm enorme expectativa em conhecer-nos e que chegam ao Aeroporto de Lisboa entre as 7 e 10 horas da manhã nos voos intercontinentais e levam com três horas de espera”. Ironiza o responsável que “este é um belíssimo cartão de visita que Portugal está a dar aos milhares de pessoas que nos querem visitar”. Sendo assim, esclarece o responsável que “o que solicitamos são as 16 boxes disponíveis das 7 às 10h da manhã, quando há um maior fluxo de passageiros intercontinentais”. > “o que solicitamos são as 16 boxes disponíveis das 7 às 10h da manhã, quando há um maior fluxo de passageiros intercontinentais”. Para o dirigente associativo, “esta não pode ser a imagem de um país que quer singrar no turismo e que tem singrado no turismo, que tem ganhado prémios internacionais e que tem enormes expectativas. Ainda há dias ouvi o nosso ministro das finanças na apresentação do Orçamento a dizer que prevê um crescimento de 4,9% para este ano na nossa economia, ancorado em quem? Nós queremos ser parte dessa solução, mas criemos condições para que esse objetivo seja conseguido”. Continuando em outra dimensão da procura atual, o responsável destaca a situação do Aeroporto da Madeira, no que diz respeito à navegação aérea. “Andamos há anos para comprar os equipamentos que permitam fazer a monitorização da aproximação à pista do Aeroporto da Madeira. Os equipamentos atuais são dos anos 60, da abertura do aeroporto”, indica. Chama a atenção o presidente da AHP “que as relações que as companhias aéreas têm com Portugal são comerciais, não afetivas; se der para voar dá, se não der não dá”. Sendo assim, alerta: “Temos de ter bem a noção da responsabilidade que temos pela frente”. Relativamente à TAP, considera que este é um instrumento fundamental que tem de ser corrigido, “que se aproveite a perda de slots e que se faça em regiões como o Algarve e Porto”. Precisamos de uma decisão relativamente ao novo Aeroporto de Lisboa, Portugal não se pode dar ao luxo de perder clientes porque não tem slots para disponibilizar.” O Aeroporto de Lisboa ficou para o fim do discurso do responsável, exemplificando as dificuldades que o país tem a este nível. “Precisamos de uma decisão relativamente ao novo Aeroporto de Lisboa, Portugal não se pode dar ao luxo de perder clientes porque não tem slots para disponibilizar. Queremos ser muito a solução para este objetivo que o Governo tem relativamente ao contributo do turismo. Mas sabemos bem que os clientes são peça fundamental no cumprimento deste objetivo. É necessário decidir sem receios”.

 

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