Formação

Qualifica exalta jovens como motor de sustentabilidade e dos empregos do futuro

Exponor foi novamente palco para que milhares de jovens pudessem avaliar opções para o seu futuro profissional, e onde as empresas puderam desenvolver contactos e mesmo processos de recrutamento.

27-04-2022 . Por TecnoHotel Portugal

Qualifica exalta jovens como motor de sustentabilidade e dos empregos do futuro

 A 13ª edição da Qualifica- Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego terminou no passado fim-de-semana com a participação de milhares de jovens de norte a sul do país, dos quais uma larga maioria do ensino pré-universitário e em licenciatura, que procuraram por orientação e mais informações para as decisões do seu futuro. A feira marcou o regresso do evento ao formato presencial, juntado mais de 150 expositores.

Para além das instituições de ensino nacionais e internacionais presentes, e de várias empresas que aproveitaram para fazer ações de recrutamento, a feira contou as visitas do Ministro da Educação, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto e da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, para além de diversos representantes de organismos públicos e privados que intervêm, muito de perto, nos domínios do emprego e da educação.

 

O Ministro da Educação, João Costa, durante a visita à feira, pronunciou-se sobre a atualização do número de alunos refugiados inseridos nas escolas portuguesas, referindo que já excedem os 2.300. “Estão a ser acolhidos, integrados e acompanhados, sobretudo, no ensino do Português como língua não materna e também noutras atividades que possam estabelecer relações nas escolas (…) e, quando é vontade das famílias, que possam acompanhar o currículo ucraniano através de meios à distância que estão a ser disponibilizados pelo Governo da Ucrânia, que tem estado em contacto com vários governos de países da União Europeia para que essa possibilidade exista”.

Qualifica, economia circular e empregabilidade: de Matosinhos a Portugal

O vereador da Educação da Câmara de Matosinhos considera que uma feira como a Qualifica tem uma grande importância para Matosinhos, o município em que decorre, designando-a como “um momento de grande importância para as instituições educativas e profissionais da localidade, numa ótica de se tornarem próximas e atrativas para os mais jovens e de encetarem sinergias entre si, em nome de um ambiente aberto a escolhas”.

Destacando as gerações atuais como “as mais bem preparadas que alguma vez tivemos”, António Correia Pinto refere estarmos perante “um resultado de trabalho de construção de soluções formativas mais adequado àquelas que são as necessidades do tecido empresarial, tornando mais fácil encontrarem nele oportunidades adequadas ao seu perfil”.

Já o Presidente da AEP, referindo-se à preparação empresarial do país para receber os jovens e os empregos do futuro, indica que é importante melhorar a adaptação do mercado do trabalho aos novos perfis dos jovens, vocacionando o ensino para os desafios a que agora assistimos.

 

Luís Miguel Ribeiro afirma: “Precisamos de aliar tecnologia e digitalização às competências, a pessoas bem preparadas e bem qualificadas. O nosso problema não está na transmissão de conhecimentos, está na preparação para adquirir conhecimentos, de os pôr em prática e de saber trabalhar em equipa e em prol de um objetivo comum: melhorar a atividade produtiva. É com isto que as universidades, os politécnicos e outras escolas se devem preocupar. Muitas vezes temos um sistema de ensino muito fechado, em que o aluno é guiado só pela capacidade de colocar no papel aquilo que aprende. Precisamos de pessoas com capacidade de adaptação aos ambientes e com um bom nível de soft skills”.

Partindo da economia circular, que serviu de mote à Qualifica, o Presidente da AEP afirma que cerca de 30% das exportações nacionais são bens de consumo intermédio, referindo-se a este modelo de negócio como fundamental para reduzir importações e equilibrar a balança comercial, com impacto direto nas contas do país. “A Economia Circular tem imensas vantagens e tem de ser levada à prática para que as pessoas entendam que todos ganhamos com isto: pessoas, empresas e país”.


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