Herdade da Lisboa: três novos vinhos para “colecionar” castas icónicas

Herdade da Lisboa: três novos vinhos para “colecionar” castas icónicas

A Herdade da Lisboa está renovada: a gama homónima da propriedade alentejana da Família Cardoso tem novos monovarietais de Cabernet Sauvignon, Alvarinho e Baga, para preservar o melhor da colheita de 2020.

Na adega, há ainda um novo projeto de interiores, assinado por Nini Andrade Silva, que permitiu abrir portas a programas turísticos de visita e prova.

 

Como podem exprimir-se castas típicas das regiões dos Vinhos Verdes, da Bairrada e ainda da francesa Bordéus em vinhos produzidos na Vidigueira? A resposta foi, nos últimos dois anos, trabalhada pela equipa de enologia e viticultura da Herdade da Lisboa, que criou, na gama homónima da propriedade, três vinhos que homenageiam as castas Alvarinho, Baga e Cabernet Sauvignon.

 

“A gama Herdade da Lisboa nasce de um desafio: identificar, a cada ano, as castas que mais se destacaram e os talhões que melhor se comportaram entre os 100 hectares de vinha. Essas castas são estimadas com cuidados redobrados, da vinha à adega, para criarmos um tinto, um branco e um rosé que fixem no tempo as características excecionais de determinado ano. É como construir uma coleção de memórias do melhor que existe na Herdade da Lisboa”, explica Ricardo Xarepe Silva, enólogo da propriedade alentejana pertencente à Família Cardoso.

 

Depois de, em 2019, terem sido selecionadas as castas Trincadeira, Touriga Nacional (Rosé) e Viognier, na colheita de 2020, brilham três novas escolhas em vinhos que chegam agora ao mercado.

 

Herdade da Lisboa Cabernet Sauvignon 2020 percorre, na sua produção, duas áreas fundamentais da adega da propriedade: primeiro, a fermentação alcoólica é feita nos lagares de inox, com pisa mecânica, da parte mais moderna. Após a prensagem, o vinho é trasfegado para estagiar por mais 12 meses em barricas novas de carvalho francês de 300 e 500 litros, instaladas no piso inferior, onde a adega segue a traça tipicamente alentejana, com tetos abobadados e tijolo à vista.

 

O tinto deste trio de monovarietais apresenta aromas intensos a fruta preta e vermelha madura em perfeita harmonia com as notas tostadas provenientes do estágio em barrica. Na boca, apresenta uma excelente estrutura em taninos e um final longo, que o torna ideal para acompanhar pratos de carne da cozinha tradicional portuguesa, caça e queijos de sabor intenso.

 

Ao mercado, chega na companhia do Herdade da Lisboa Alvarinho 2020 (PVP 65€, caixa com as duas garrafas), proveniente de um único hectare de vinha, onde o maior volume de xisto e as neblinas matinais mais prolongadas remetem para a região de origem da casta. Na adega da Herdade da Lisboa, este branco fermenta durante 20 dias em barricas de carvalho francês de 500 litros e, após a fermentação alcoólica, estagia por mais seis meses sobre as borras finas.

 

Devido aos seus aromas cítricos e especiados, bem como à sua textura cremosa e acidez refrescante, torna-se a escolha perfeita para acompanhar carnes brancas, bacalhau e outros pratos ricos de peixe e marisco.

 

Se cada uma destas referências chega em quantidades reduzidas a restaurantes e garrafeiras (1.100 garrafas/cada), a última das três novidades é ainda mais limitada. Estão apenas disponíveis 350 garrafas de formato magnum (PVP 55€) do Herdade da Lisboa Baga 2020, um rosé que transporta uma fusão de aromas de fruta silvestre vermelha e pêssego. Na boca, a sua frescura, acidez crocante e o final suculento evidenciam-se quando acompanha pratos de marisco, peixes grelhados ou comida asiática.

 

“Estamos perante três vinhos que têm também três fatores em comum. Desde logo, a frescura que provém do xisto e clima característicos da Vidigueira e ainda a mínima intervenção humana e técnica que permitem preservar o melhor destas castas ímpares. Para além disso, apesar de estarem num ótimo momento de consumo, as três referências apresentam grande potencial de guarda, para que a história do ano de 2020 na Herdade da Lisboa se prolongue no tempo”, explica o enólogo Ricardo Xarepe Silva.

 

Herdade da Lisboa: renovada, abre portas ao Enoturismo

 

Nem só a gama de vinhos homónima foi renovada na Herdade da Lisboa. Também o interior da adega, construída em 2018, ganhou agora uma nova vida com o projeto de decoração assinado pela reputada designer de interiores Nini Andrade Silva. Este tornou-se o cenário distinto e ideal para que a renovação se fizesse também para o exterior, abrindo oficialmente as portas ao Enoturismo, com um conjunto de três programas combinados de visita e prova.

 

O programa mais elaborado (“A verdade da Herdade”) apresenta uma visão completa da gama de vinhos, com uma prova comentada de cinco referências e ainda de um azeite. Existem também programas com três vinhos (“Os Passos e o Paço dos Infantes”, focado na mais icónica gama da casa) e com dois vinhos e um espumante (“Ao Leme do Convés”, sublinhando a versatilidade da gama de entrada). Com valores a partir dos 70€, todos os programas requerem reserva prévia e um grupo mínimo de cinco pessoas.

 

Herdade da Lisboa Alvarinho 2020 + Herdade da Lisboa Cabernet Sauvignon 2020. PVP 65€ (caixa com duas garrafas)

Herdade da Lisboa Rosé Baga 2020. PVP 55€

 

Para saber mais sobre a Família Cardoso: https://familiacardoso.pt/

Sobre a Família Cardoso:

De origens no Ribatejo, foi na produção de azeites que a Família Cardoso começou por destacar-se. A procura de novas propriedades para a expansão da produção levou à descoberta do mundo da produção de vinhos. Do Ribatejo, a paixão estendeu-se primeiro ao Alentejo, onde a Família Cardoso detém, desde 2011, a Herdade da Lisboa. Da história desta propriedade fazem parte os icónicos vinhos Paço dos Infantes, populares nos anos 80 e 90 e recuperados, nos anos mais recentes, pela Família Cardoso. Já no Douro, é na Quinta do Reguengo e desde 2018 que a Família Cardoso está a criar um renovado projeto vínico.

No conjunto das três regiões (Douro, Alentejo e Ribatejo), a Família Cardoso conta 300 hectares de vinha e ainda 700 hectares de olival e 400 hectares de floresta.

 

 

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TecnoHotel Portugal nº23 janeiro/fevereiro2023

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