Sustentabilidade

Empresas planeiam gastar menos de 2% das receitas em iniciativas de sustentabilidade e descarbonização

Os dados são de um estudo recente da Schneider Electric, que, no âmbito da reunião anual do Fórum Económico Mundial, na Suiça, lançou um apelo ao esforço mundial para acelerar a transição energética

19-01-2023 . Por TecnoHotel Portugal

Empresas planeiam gastar menos de 2% das receitas em iniciativas de sustentabilidade e descarbonização

 

A Schneider Electric lançou um apelo que urge aos governos e empresas em todo o mundo a acelerarem as suas ações de sustentabilidade e intensificarem o investimento em tecnologias que vão ajudar a reduzir as suas emissões de carbono e a reforçar a sua segurança energética. A mensagem surge no âmbito da reunião anual do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, que tem como pano de fundo desafios como o aumento dos preços da energia, crise de abastecimento energético e rápida aceleração das alterações climáticas.

“As atuais crises climática e energética são uma realidade económica para cada vez mais pessoas. No momento que os líderes empresariais e decisores políticos se reúnem em Davos, devemos agir de acordo com os nossos próprios interesses a longo, e não a curto, prazo”, comentou Jean-Pascal Tricoire, Chairman & CEO da Schneider Electric. 

Uma investigação encomendada pela Schneider Electric no ano passado mostrou que os compromissos e investimentos em sustentabilidade corporativa são frequentemente prejudicados pela complexidade da descarbonização. Em média, o compromisso financeiro com iniciativas de sustentabilidade e descarbonização nas empresas inquiridas foi inferior a 2% da receita projetada para os próximos três anos – ainda que estes investimentos costumem ser eficientes e económicos, com o retorno do investimento muitas vezes inferior a um a três anos.

“Não devemos evitar as decisões difíceis. Não pode haver prosperidade a longo prazo sem uma transição energética total. Na Schneider Electric, a nossa abordagem é 'Digitalizar, Traçar Estratégias, Descarbonizar' – e as empresas, governos e sociedades devem fazê-lo agora, para cumprir os compromissos que assumiram”, acrescentou o responsável.

Os inquiridos destacaram o alinhamento dos stakeholders, o orçamento, a tecnologia, as competências e a regulamentação como desafios para a implementação da sustentabilidade. No entanto, a maioria disse que a automação industrial melhorada e a atualização da infraestrutura elétrica serão uma parte fundamental do seu plano de sustentabilidade para os próximos três anos.

A aquisição de energia renovável está entre as principais iniciativas levadas a cabo do lado da oferta, enquanto a eletrificação – uma medida fundamental do lado da procura – está mal classificada enquanto prioridade de sustentabilidade para as organizações. Para além da eletrificação, o fornecimento de mais eficiência à infraestrutura existente, através da digitalização e da automação, estará entre as alavancas mais importantes na próxima década, sendo o meio mais rápido e economicamente eficiente para muitas organizações reduzirem as emissões.

Um outro relatório recente da Schneider Electric sobre o potencial de eletrificação da UE descobriu que colocar o foco em setores em que a eletrificação é tanto viável como atrativa poderia aumentar a participação da eletricidade no mix de energia de cerca de 20% para 50%. A quota do gás natural e do petróleo, por sua vez, cairia cerca de 50%, contribuindo significativamente para uma maior segurança energética.

“O propósito e os lucros devem estar alinhados para se tornarem forças poderosas na luta contra as alterações climáticas” continuou Jean-Pascal Tricoire. “Já dispomos da tecnologia para evitar as crises energéticas e climáticas e para fornecer uma distribuição e utilização de energia segura, fiável e sustentável. A nossa abordagem baseada em dados, que abrange automação industrial, digitalização e a tecnologia de gémeo digital do metaverso corporativo, combina-se para desbloquear um futuro mais promissor, mais sustentável e mais próspero. A urgência por entrar em ação é maior do que nunca”.

 

Fonte: www.smartplanet.pt


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