Estudo

Mais vale prevenir do que remediar: 5 alavancas para as empresas começarem a preparar a Agenda 2030

Em 2015, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agregando 169 objetivos sob o nome de Agenda 2030.

27-12-2022 . Por TecnoHotel Portugal

Mais vale prevenir do que remediar: 5 alavancas para as empresas começarem a preparar a Agenda 2030

Já em 2022, este roteiro de atuação continua a ser, simultaneamente, um guia e um desafio para as empresas.

Neste sentido, a Expense Reduction Analysts em Portugal, especialista em consultoria de empresas no âmbito da sustentabilidade, da otimização de custos e da mitigação de risco, destaca cinco alavancas para uma transformação sustentável, para as empresas poderem preparar e iniciar 2023 com os olhos postos em 2030:  

1. Investir em energia limpa para um negócio saudável: estima-se que, até 2050, o consumo de energia do mundo terá duplicado. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), nos próximos 10 anos serão criados na Europa entre 700.000 e 1 milhão de “empregos verdes” relacionados com a inovação sustentável e as energias renováveis. Para que o sistema seja técnica e operacionalmente sustentável, é necessário assegurar a adaptação das centrais de produção de eletricidade e das suas redes de distribuição. Estas garantirão um fluxo de eletricidade contínuo e estável, integrando fontes de energia renováveis e permitindo a criação de novos serviços para os consumidores.

 
2. Caminhar para uma mobilidade sem emissões: a “mobilidade sustentável” é um objetivo ambicioso, que deve ter em conta uma visão a 360° e saber com que meios e nível de eficiência energética é produzido o transporte de todos os “atores” diretos (colaboradores) e indiretos (fornecedores) do mesmo. O conceito de mobilidade está a evoluir para ser um serviço e não um bem, pelo que o pay-per-use será cada vez mais uma tendência. Algumas das opções que têm crescido enquanto tendências são também a compra em propriedade, o leasing financeiro, o aluguer a curto e médio prazos, o renting (aluguer operacional) e a partilha de recursos.

3. Reciclar, reduzir e reutilizar: todo e qualquer processo de fabrico de bens ou serviços implica um custo ambiental e, para o reduzir, há que otimizar materiais e resíduos, aumentando a sua vida útil. As empresas geram resíduos que são intrínsecos à sua atividade e têm de ser geridos corretamente, analisando-os em pormenor, tentando minimizá-los e evitar que acabem em tratamentos de eliminação. Do ponto de vista dos fabricantes, a tendência fundamental deve ser a de aumentar a utilização de materiais recicláveis e, ao mesmo tempo, aumentar a percentagem de matérias-primas provenientes da reciclagem, reduzindo assim o consumo de materiais virgens.

4. Inovar e digitalizar: a tecnologia e a digitalização devem tornar-se elementos-chave da sustentabilidade, promovendo melhores decisões com base no conhecimento e acelerando a realização da Agenda 2030. Tecnologias como a realidade virtual, IoT, Big Data, AI e novos sistemas de armazenamento baseados na cloud, permitirão soluções escaláveis, reduzindo simultaneamente o consumo de energia e as emissões de CO2. Estima-se que a tecnologia 5G será capaz de criar valor social em 11 dos 17 ODS da ONU, e que a adoção do teletrabalho terá um impacto direto na vida dos colaboradores, no ambiente, na inclusão social, nas desigualdades de género e no desenvolvimento das populações rurais, entre outros.

5. Aplicar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência: 2030 será uma década decisiva para os Estados-Membros da União Europeia e, em especial, para Portugal. Garantido o acesso aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), há que garantir um país mais competitivo e sintonizado com as prioridades da Indústria 4.0., alinhadas com as dimensões do PRR: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital. O foco das empresas deverá estar na desmaterialização de processos de produção, criar canais de comercialização ou adotar uma cultura de experimentação e inovação, essenciais para uma sociedade mais digitalizada.
 

Segundo João Costa, Country Manager da Expense Reduction Analysts, “a utilização de tecnologias limpas e de práticas mais sustentáveis significará que a implementação deste modelo terá um impacto transversal numa grande parte dos ODS. Parece-me irreversível que as empresas que não sigam a rota da sustentabilidade, venham a atrair menos talento e clientes, percam quota de mercado e, eventualmente, venham a ser superadas por outras, alinhadas com a agenda da década.”

 

Sobre a Expense Reduction Analysts
Fundada em 1992, a Expense Reduction Analysts (ERA) é líder global em consultoria especializada na otimização de custos e gestão de compras. Com mais de 700 consultores a operar em mais de 40 países, possui experiência internacional e, ao mesmo tempo, oferece uma presença local aos clientes. Por meio do conhecimento profundo do setor e da perceção de várias categorias de despesas, a ERA agrega valor às organizações, aconselhando as melhores práticas, reduzindo custos e, finalmente, fornecendo soluções personalizadas para beneficiar a saúde e o crescimento dos negócios. Algumas das principais categorias de despesas da ERA incluem serviços bancários e financeiros, seguros, serviços de suporte corporativo e administrativo, logística e distribuição, energia, administração de instalações e propriedades, manutenção e reparação operacionais, bem como tecnologia da informação e comunicação. Ao longo dos últimos 30 anos, a Expense Reduction Analysts melhorou a performance de negócio de milhares de clientes, incluindo muitos nomes conhecidos.


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